quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Reflexões para além da Sala de Aula


No cotidiano da cultura escolar foram associadas tarefas que uma singela hierarquia entre professores e alunos estabeleceu como padrão de conduta em que os educadores orientam, cobram e seus discentes  respondem com seus afazeres prontos. A esse processo não podemos caracterizar como uma troca, pois o entendimento que se pode ter por troca é de transmissão, ato ou efeito de substituir um elemento por outro. Mas poderíamos caracterizar essa relação no processo de ensino aprendizagem como uma interação social em que ambas as partes possuem o entendimento de que precisam um do outro.

A escola, portanto, constrói no cerne da sociedade uma estrutura que estabelece não somente relação de poder, mas um importante espaço onde se efetiva uma boa parte das relações sociais.  A partir dessa diretriz podemos propor que esse construto pode abarcar uma serie de atitudes discriminatórias amparadas por preconceitos de varias espécies como de cor, raça, gênero e denominação religiosa.

Mas qual seria então a solução para tratar dessas questões que por sua vez permeiam a realidade escolar quando diz respeito ao enfrentamento de problemas que estão enraizados em nossa história desde os tempos em que nosso território era colônia de exploração? Como conduzir uma estrutura educacional que no passado a até mesmo atualmente é preparada para normatizar o sujeito?

Se levarmos em consideração que essas questões pontuadas acima somatizam o anseio de uma diversidade de jovens que entram e saem das instituições educacionais com uma variedade curricular que não responde as evasões, desistências e necessidades particulares de alguns atores sociais que tentam fazer parte do mundo e da cultura escolar em nosso país perceberemos que a educação alcançou seus limites em uma crise que parece ser duradoura.


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