Reflexões
para além da Sala de Aula
No cotidiano da cultura
escolar foram associadas tarefas que uma singela hierarquia entre professores e
alunos estabeleceu como padrão de conduta em que os educadores orientam, cobram
e seus discentes respondem com seus
afazeres prontos. A esse processo não podemos caracterizar como uma troca, pois
o entendimento que se pode ter por troca é de transmissão, ato ou efeito de
substituir um elemento por outro. Mas poderíamos caracterizar essa relação no
processo de ensino aprendizagem como uma interação social em que ambas as
partes possuem o entendimento de que precisam um do outro.
A escola, portanto, constrói
no cerne da sociedade uma estrutura que estabelece não somente relação de
poder, mas um importante espaço onde se efetiva uma boa parte das relações sociais.
A partir dessa diretriz podemos propor
que esse construto pode abarcar uma serie de atitudes discriminatórias amparadas
por preconceitos de varias espécies como de cor, raça, gênero e denominação religiosa.
Mas qual seria então a
solução para tratar dessas questões que por sua vez permeiam a realidade
escolar quando diz respeito ao enfrentamento de problemas que estão enraizados
em nossa história desde os tempos em que nosso território era colônia de
exploração? Como conduzir uma estrutura educacional que no passado a até mesmo
atualmente é preparada para normatizar o sujeito?
Se levarmos em consideração
que essas questões pontuadas acima somatizam o anseio de uma diversidade de
jovens que entram e saem das instituições educacionais com uma variedade
curricular que não responde as evasões, desistências e necessidades particulares
de alguns atores sociais que tentam fazer parte do mundo e da cultura escolar em
nosso país perceberemos que a educação alcançou seus limites em uma crise que
parece ser duradoura.
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